segunda-feira, 7 de maio de 2012

Você ainda vai ser a minha vida

- Quem é você?
- Felipe, porque?
-Não me respondeu. Quem é você?
- Não compreendo meu senhor a que ponto deseja chegar. Sou Felipe, já disse. Quer meu sobrenome?
- Os homens não são feitos de nomes. Quem é você, além de animal, mamífero e homem?
- Sou Felipe. E por Felipe entende-se muito.

Felipe sou eu, é você, somos nós. Felipe tem medo do amanhã, de hoje e do ontem. E esse medo nos leva à frente e nos retrai. Felipe é homem e mulher. É desejo, é redenção.

Felipe erra e pede desculpas, ou nem mais as pede, de tanto que acostumaram com seus erros.
Felipe acorda e tem medo de não mais acordar; apesar de sempre querer dormir mais.
Felipe é forte e é mulher. Felipe é sensível e é homem. Felipe é flor. É animal. É herbívoro, carnívoro  e antropofágico.
Felipe é deus e deusa. E apesar de sua imortalidade, é o mais mortal dos homens, porque ama.
Amando, Felipe se mata todos os dias. Porque amar é querer fazer de dois, um só. Mas não há possibilidade de fusão. O um é feito do que resta de dois. Então Felipe desfaz-se rapidamente de seus preconceitos e tolices e fortunas para formar um outro ser.  Esse ser, muito mortal, é imortal. Porque apesar de ser feito de pessoas, é, na verdade, sentimento. E não há como se matar o verdadeiro sentimento. 
Felipe não ama ninguém. Felipe se ama e ama a humanidade e, assim, a todos. 


Felipe inexiste.

2 comentários:

Raphael disse...

Eu era
sou
e
sempre serei
a sua vida.

Raphael disse...

Você era
é
e sempre será
a minha.