quarta-feira, 23 de maio de 2012

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Desapego.
Pego.
Me apego.
               Ao desapego. Porque apegar-se é bom mas é ruim.
Apegar demanda.
               É vício e mata.
Apegar é sonho.
               Deixa de ser realidade.

Ou deveria.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Watch me undress


                             He loves her red hair more than everything.

But what abou the silvery hair? And the browns and blacks? Can he only love her?
                                             


And what if, he thinks, loving is letting the other person to enjoy the carnal envolvement with other?

"Honey, love is to know that instead of letting you go I need to make you stay, every day. When we love, we don't need others" - she said.

He understood and asked sorry. He never cheated on her in their lives again.  Was he truely happy? No. She was. And that's not true love. She was more loved when he cheated on her.


                           And that's why I claim. No matter what and how it would hurt, true is the better way.

Be sinceer with your feelings, even the darkest ones.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Você ainda vai ser a minha vida

- Quem é você?
- Felipe, porque?
-Não me respondeu. Quem é você?
- Não compreendo meu senhor a que ponto deseja chegar. Sou Felipe, já disse. Quer meu sobrenome?
- Os homens não são feitos de nomes. Quem é você, além de animal, mamífero e homem?
- Sou Felipe. E por Felipe entende-se muito.

Felipe sou eu, é você, somos nós. Felipe tem medo do amanhã, de hoje e do ontem. E esse medo nos leva à frente e nos retrai. Felipe é homem e mulher. É desejo, é redenção.

Felipe erra e pede desculpas, ou nem mais as pede, de tanto que acostumaram com seus erros.
Felipe acorda e tem medo de não mais acordar; apesar de sempre querer dormir mais.
Felipe é forte e é mulher. Felipe é sensível e é homem. Felipe é flor. É animal. É herbívoro, carnívoro  e antropofágico.
Felipe é deus e deusa. E apesar de sua imortalidade, é o mais mortal dos homens, porque ama.
Amando, Felipe se mata todos os dias. Porque amar é querer fazer de dois, um só. Mas não há possibilidade de fusão. O um é feito do que resta de dois. Então Felipe desfaz-se rapidamente de seus preconceitos e tolices e fortunas para formar um outro ser.  Esse ser, muito mortal, é imortal. Porque apesar de ser feito de pessoas, é, na verdade, sentimento. E não há como se matar o verdadeiro sentimento. 
Felipe não ama ninguém. Felipe se ama e ama a humanidade e, assim, a todos. 


Felipe inexiste.
Estava aqui refletindo sobre a dificuldade de assumir sentimentos, de escrever sobre os mesmos.
Colocamo-nos como o outro, porque apontar é mais fácil. Mesmo sabendo que os defeitos, fragilidades e belezas são nossos, ao escrever, vê-los em outrem é mais leve.
Pensando bem, não vejo tanto mal assim .. ao ser o outro, já não somos (apenas) nós.

A grande possibilidade da escrita é essa. Sermos algo além de nós para nos desvendar.