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O vento frio bagunçava seus cabelos, arranhava seu rosto e feria seus lábios, já vermelhos com pequeninas gostas de sangue. Ela não iria sair dali tão cedo. Estava lá a pelo menos umas sete horas olhando para o mar. Em sua cabeça os momentos de ira, de briga, de raiva giravam psicodelicamente, assim como os momentos calmos -poucos- de puro sentimento, mas o que não a largava era o adeus. Ou melhor, o não adeus. A ultima conversa, ultima para ele e comum para ela, que adquiriria um valor imenso para ela depois, mas só depois.
E depois, ah ... depois era tarde demais.
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